
"Acordo. Fervo água. Escolho um chá. Leio metodicamente um ou dois capítulos do meu livro de cabeceira." Assim começa o dia de Dudu Tsuda, artista multimídia, produtor musical, tecladista e compositor de trilhas para espetáculos de dança contemporânea, desfiles de moda, documentários, cinema, vídeo arte e vídeo-game brasileiro. Como tecladista e pianista já colaborou com as bandas Pato Fu, Cérebro Eletrônico e com os cantores Junio Barreto, Fernanda Takai e Tiê. Atualmente toca no quarteto Trash Pour 4 e nas bandas Jumbo Elektro e Zeroum e investe em projetos experimentais de arte-tecnologia e música contemporânea.
Além dos múltiplos talentos já relatados, Dudu também faz a gente dar muitas risadas, promove reuniões deliciosas para os amigos em casa e compõe belas cenas do cotiadiano em seu lar escritório, cheio de detalhes lindos de decoração. O A partir de 1,99 mostra agora para vocês seus cantos e peças favoritos na casa do querido e único Dudu Tsuda.
Ainda no banheiro, tapetinho de grama artificial vira instalação com bichinhos de plástico e uma águia de metal.
Na sala, latafone sobre interfone e coleção de relógios antigos
Painel da instalação "Memórias Invisíveis", criada por Dudu com inspiração na casa de sua avó paterna Toyokiku (que significa flor de crisântemo), que ficou em cartaz no SESC Ipiranga. Curiosidade fofa: como os brasileiros tinham muita dificuldade em pronuciar seu nome de batismo, a doce batchan tratou de criar uma alcunha bem nacional: Dona Irene, como a personagem de rádio dos anos 1940.

A mesa de trabalho do artista, feita com uma porta revestida de papel Contact colorido.

Forma de sapato em madeira pintada comprada em Tiradentes
Forma de sapato em madeira pintada comprada em Tiradentes
Casacos do figurino imbatível de Dudu e detalhe das paredes do escritório, pintadas com esmero de cor de rosa pela estilista mineira Luciana Cottini (uma das minhas preferidas), que também aplicou adesivos feitos em papel Contact em forma de gotinhas. Uma graça, né?
Ao final desta visita, quando o dia escurece e Tsuda nem percebe, surge um "ótimo momento para um dry martini ou uma gin tônica"."Como nem tudo é perfeito nesta vida, abstraio o ruído incessante dos ônibus na avenida, me perguntando porque eles simplesmente não seguem o silencioso exemplo do modelo francês: até a buzina é cordial, sendo um leve e singelo toque agudo de sino", completa Dudu.

Comentários
disse…
;)
Adorei a coleção de relógios e a parede do escritório!
[adorei a materia]